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Eletrofunk Transcende Sertanejo e Domina Festas do Interior

Carla Fernandes
Última atualização: 30 de junho de 2026 05:25
Carla Fernandes
Tempo: 2 min.

O eletrofunk, que mescla tamborzão, funk e batidas eletrônicas, consolidou-se nas festas de rua do interior do Brasil. O gênero, antes restrito a nichos periféricos, ganhou espaço em eventos sertanejos e nas plataformas de streaming, impulsionado por nomes como DJ Jiraya UAI e MC Jacaré.

A fusão de ritmos, que combina o tamborzão e vozes do funk com a batida do house ou EDM, tornou-se um elemento constante nas festas regionais. Artistas como DJ Brenno Paixão, DJ Jiraya UAI, MC Jacaré e Jeninho lideram o movimento, com canções como “Rua de Ouro” figurando no top 50 do Spotify. Apesar de ter mais de uma década de existência, o gênero só conquistou o público mais tradicionalista do sertanejo nos últimos cinco anos, migrando dos carros de som para os principais eventos do interior.

O avanço foi auxiliado por colaborações, como as feitas com Ana Castela e Luan Pereira, que inseriram o eletrofunk no repertório de artistas sertanejos de destaque. Segundo Luan Pereira, muitos artistas conservadores inicialmente rejeitavam o gênero, mas a maioria reconheceu o trabalho da nova geração. No pós-pandemia, feiras agropecuárias e rodeios passaram a incluir o eletrofunk em seus line-ups, atraindo um público mais jovem.

Um diferencial técnico do eletrofunk é a divulgação via pen drives. DJ Brenno Paixão explicou que, devido à forte cultura do som automotivo, o formato offline é preferido para garantir a melhor qualidade de áudio nos paredões de som dos eventos públicos. MC Jacaré, natural de Goiânia, afirmou que encontrou no funk uma via de produção musical mais acessível, consolidando o gênero como uma força musical independente.

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