Israel realizou ataques no Líbano na manhã de sábado (20), apesar do cessar-fogo recente com o Hezbollah, resultando em pelo menos 16 mortes. Um especialista em conflitos do Oriente Médio afirmou que o acordo firmado entre Estados Unidos e Irã é frágil por não incluir Israel, um ator central no conflito.
O Exército do Líbano declarou que a ofensiva israelense visa obstruir os esforços de restauração da estabilidade no país. O lado israelense, por sua vez, alegou que os ataques ocorreram em resposta ao lançamento de mais de 50 projéteis pelo Hezbollah, grupo apoiado pelo Irã, contra forças no sul do Líbano.
Em entrevista, o especialista Sidney Leite explicou que a fragilidade reside no fato de o acordo ser um combinado bilateral entre os Estados Unidos e o Irã, sem envolver Israel. Leite comentou que o governo israelense mantém um projeto político de permanência no poder, sem intenção de cessar os ataques ao Líbano.
O memorando de 14 pontos, segundo Leite, é amplamente favorável ao governo iraniano. Ele detalhou que o acordo prevê um fundo de 300 bilhões de dólares para reconstrução e a devolução de ativos do Irã em países aliados dos Estados Unidos. O analista afirmou que as hostilidades contínuas já comprometeram a relação entre os governos dos Estados Unidos e de Israel.


