Representantes das Forças Armadas dos Estados Unidos informaram, neste fim de semana, ter abatido mais dois drones iranianos no Estreito de Ormuz, no Oriente Médio. Os artefatos ameaçavam o tráfego marítimo internacional na região, e os EUA declararam manter a defesa contra agressões.
A derrubada dos drones indica que se tratam de modelos de ataque. Na sexta-feira (5), militares ligados à Casa Branca garantiram ter neutralizado quatro equipamentos da mesma modalidade na área, além de sites de monitoramento costeiro. O Estreito de Ormuz conecta os golfos Pérsico e de Omã ao oceano Índico e é uma passagem crucial para o comércio mundial, concentrando cerca de 25% do petróleo e gás natural liquefeito consumidos globalmente.
O conflito aberto entre Estados Unidos e Irã teve início em 28 de fevereiro, quando forças norte-americanas e israelenses lançaram uma ofensiva conjunta contra bases e instalações nucleares iranianas. Apesar do confronto recente, as tensões entre os países remontam a marcos históricos, como o golpe de 1953 e a Revolução Islâmica de 1979.
O contexto geopolítico atual é marcado por um cessar-fogo frágil. A emissora estatal iraniana informou que o Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica atacou instalações norte-americanas em resposta a “ações hostis do Exército invasor”. Em reação, o Kuwait relatou ter neutralizado sete mísseis balísticos em seu espaço aéreo, enquanto o Bahrein neutralizou três mísseis e vários drones, ambos atribuídos ao Irã.

