Os Estados Unidos lançaram novos ataques contra o Irã no sábado (27) após um drone atingir um petroleiro de bandeira panamenha no Estreito de Ormuz. O Comando Central dos EUA (Centcom) atingiu alvos militares e de defesa no Irã, alegando resposta à agressão contínua. O presidente Donald Trump afirmou que os ataques ocorreram porque o Irã violou o acordo de cessar-fogo.
O Centcom declarou que o Irã teve a oportunidade de cumprir o acordo de cessar-fogo, mas não o fez ao lançar um drone de ataque unidirecional contra o petroleiro MT Kiku. O comando informou que embarcações comerciais continuam operando no Estreito de Ormuz. Pouco depois, Trump publicou que era “muito possível” que Teerã “nunca aprendesse”, alertando que “pode chegar um momento em que não seremos mais capazes de ser razoáveis e seremos forçados a concluir militarmente o trabalho que iniciamos com muito sucesso”. Ele acrescentou que, se isso ocorrer, “a República Islâmica do Irã deixará de existir!”.
A escalada gerou reações regionais. Kuwait e Bahrein informaram que seus sistemas de defesa aérea foram ativados, enfrentando ataques hostis com mísseis e drones. Os últimos confrontos ocorreram menos de um dia após retaliações americanas contra o Irã, que respondera a um ataque com drone contra o cargueiro MV Ever Lovely, em 25 de junho.
Os dois países haviam concordado, em 17 de junho, em um memorando de entendimento de 14 pontos para encerrar hostilidades. O Estreito de Ormuz é uma rota estratégica para petróleo e gás, e seu fechamento anterior provocou alta nos preços globais do petróleo.


