O ex-dono do Banco Master precisa apresentar informações inéditas aos investigadores para conseguir benefício de pena no julgamento dos crimes cometidos na instituição. A proposta de delação, analisada pelo ministro André Mendonça, incluiu menção ao financiamento do filme ‘Dark Horse’, que retrata a vida de Jair Bolsonaro.
O desafio do ex-dono do banco é fornecer dados que não constam nos registros apreendidos pela Polícia Federal, que incluem a coletânea de aparelhos celulares do banqueiro. O ministro André Mendonça, relator do inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF), havia solicitado a delação em maio deste ano. Semanas depois, o ex-dono do Banco Master apresentou uma nova proposta de esclarecimento.
Nesta versão, foi citado o financiamento do filme ‘Dark Horse’, que narra a trajetória de Jair Bolsonaro. A informação foi divulgada por um colunista de veículos de comunicação, após o tema ter sido revelado por um portal de notícias com acesso a conversas entre o ex-dono e um membro da família do ex-presidente. A menção serve, segundo acompanhantes do caso, para esclarecer dúvidas sobre o episódio.
O responsável por homologar a delação enfrenta um dilema. Ele pode aceitar a alegação de que o patrocínio, mediado por um senador, não possui relevância, ou pode exigir que o ex-dono do banco forneça detalhes sobre o destino dos milhões inicialmente destinados à produção do filme, fato que os produtores negam ter recebido.

