O complexo sucroalcooleiro de São Paulo liderou as exportações estaduais nos cinco primeiros meses de 2026, registrando vendas externas de US$ 2,3 bilhões. O desempenho reflete a combinação de gestão de risco, investimentos em tecnologia e ganhos de produtividade no setor.
Maurício Murici, analista de açúcar e etanol da Safras & Mercado, explicou que a adoção de mecanismos de proteção de preços é um diferencial do setor. Segundo o especialista, essas operações evitam que as usinas fiquem expostas a quedas no mercado, preservando a rentabilidade.
O analista afirmou que São Paulo consolidou vantagens competitivas por meio de investimentos contínuos em tecnologia agrícola e mecanização. Murici comparou o estado a regiões do Centro-Oeste, mas manteve que São Paulo lidera a média nacional. No mercado internacional, a China é o maior comprador individual de açúcar brasileiro.
A expectativa é de aumento nas compras chinesas. Murici declarou que condições climáticas desfavoráveis devem reduzir a produção chinesa na safra 2026/27, o que favorece as exportações nacionais. A combinação entre maior demanda chinesa e recuperação de preços pode criar um ambiente positivo para o setor entre o segundo semestre de 2026 e o início de 2027.

