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Fadiga ao Volante Afeta Funções Cerebrais

Carla Fernandes
Última atualização: 7 de junho de 2026 06:11
Carla Fernandes
Tempo: 1 min.

Dirigir é uma tarefa complexa que mobiliza diversas regiões do cérebro, exigindo atenção e percepção constantes. A fadiga ao volante compromete essas funções, sendo um fator de risco grave para acidentes nas estradas.

A condução exige a coordenação de áreas cerebrais como o cerebelo e o córtex pré-motor, que auxiliam no controle motor, e o tálamo, responsável por manter o estado de alerta. Estudos indicam que dirigir cansado pode ser tão perigoso quanto dirigir sob efeito de álcool, sendo responsável por cerca de 20% das mortes nas estradas australianas.

O perigo maior reside nos microssonos, episódios involuntários de sono que podem durar até 15 segundos. Em velocidade de 100 km/h, um microssono de apenas três segundos permite que o veículo percorra mais de 80 metros sem controle efetivo do motorista.

A atenção diminui gradualmente, podendo surgir a fadiga após apenas 60 minutos de direção contínua. Além disso, a qualidade do sono é crucial: dormir menos de 5 horas dobra o risco de envolvimento em acidentes. Recomenda-se dividir viagens longas em trechos de duas horas para reduzir esse risco.

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