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Governo busca capital chinês para impulsionar turismo nacional

Carla Fernandes
Última atualização: 4 de junho de 2026 22:34
Carla Fernandes
Tempo: 2 min.

O governo brasileiro busca atrair investimentos de empresas chinesas para o setor de turismo, visando ampliar a presença de visitantes estrangeiros no país. A estratégia foca em áreas como hotelaria, infraestrutura e parques temáticos, e inclui a tradução de um guia de investimentos para o mandarim.

O Ministério do Turismo elaborou um guia de investimentos, em parceria com o Banco de Desenvolvimento da América Latina e do Caribe (CAF) e a ONU Turismo. O documento reúne projetos com potencial de investimento de até US$ 4,5 bilhões, valor que corresponde a cerca de R$ 22 bilhões. Entre os empreendimentos destacados, o Polo Turístico Cabo Branco, em João Pessoa (PB), reserva 1,3 milhão de metros quadrados para um complexo turístico que deve ser o maior do Nordeste.

O ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, afirmou que a China é alvo da estratégia devido à sua relevância no mercado global de turismo. Ele comentou que “os chineses têm investido bastante no nosso país e nós fizemos a tradução do guia em mandarim para que a barreira da língua seja vencida”. Dados da plataforma chinesa Trip mostram o Brasil como destino mais procurado por turistas chineses na América do Sul, embora grande parte dessa demanda seja corporativa.

Em 2025, o Brasil registrou um recorde de investimentos chineses na América Latina, totalizando US$ 6,1 bilhões (cerca de R$ 30 bilhões), um aumento de 45% em relação ao ano anterior, segundo o Conselho Empresarial Brasil-China (CEBC). Além disso, o governo implementou a isenção de visto para cidadãos chineses, permitindo estadias de até 30 dias anuais, em reciprocidade com medida de Pequim.

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