Israel bombardeou instalações militares no oeste e no centro do Irã na madrugada desta segunda-feira, 8. A ação foi uma retaliação a mísseis iranianos lançados contra o norte de Israel. O ataque ocorreu mesmo sob forte pressão do presidente dos Estados Unidos para que o governo israelense não respondesse, visando manter negociações com Teerã.
As Forças de Defesa de Israel (FDI) informaram que a Força Aérea atingiu alvos militares nas regiões oeste e central do Irã. A imprensa estatal iraniana registrou explosões em Teerã, além das cidades de Tabriz, Isfahan e Karaj. Israel justificou a operação como resposta a violações da trégua com o Líbano, atribuídas ao Hezbollah, grupo ligado ao Irã.
O presidente dos Estados Unidos intensificou a pressão sobre o governo israelense, afirmando que o premiê deveria aceitar qualquer acordo firmado por Washington com Teerã. O líder norte-americano declarou que era ele quem “dava todas as cartas” nas negociações e que telefonaria para o primeiro-ministro israelense pedindo que não houvesse resposta ao ataque iraniano.
Em reação ao bombardeio, Teerã declarou que Israel ultrapassou “todas as linhas vermelhas” e ameaçou promover novos ataques caso fosse alvo de retaliação. Autoridades israelenses já discutiam a intensidade da resposta após o ataque de mísseis, que ocorreu após Israel bombardear Beirute pela primeira vez desde o início do cessar-fogo com o Líbano.

