Os líderes do G7 se reúnem em Évian-les-Bains, França, nesta segunda-feira (15), em meio a tensões diplomáticas com Donald Trump. O analista Lourival Sant’Anna avalia que a meta dos governantes é evitar constrangimentos, dado o histórico tenso do presidente nas cúpulas.
Sant’Anna afirmou que as reuniões do G7 com participação de Trump são historicamente tensas. Ele lembrou que, há um ano, Trump deixou uma cúpula antecipadamente, alegando preocupação com as tensões entre Israel e Irã. Essa experiência estabeleceu uma barra baixa para os encontros atuais.
O objetivo central dos governantes presentes é impedir que Trump abandone o evento antes do fim ou que ataque líderes durante ou nas redes sociais. Apesar do clima, o analista identificou a desminagem do Estreito de Ormuz como um ponto de convergência.
Os Estados Unidos necessitam de auxílio para desminar o estreito, dispondo de apenas quatro navios caça-minas. A França possui 17 embarcações do tipo, e o Reino Unido conta com cerca de oito. Esse tema é visto como o grande foco da cúpula, visando a reabertura do fluxo de navios e cargueiros no local.

