O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, na cúpula do G7 em Évian-les-Bains, na França, que não possui queixas contra a China. Ele declarou que o país asiático ocupou espaços comerciais e de investimentos que estavam vazios, deixados por Estados Unidos e União Europeia.
Lula explicou que a China participou de licitações internacionais brasileiras em momentos em que os Estados Unidos e a União Europeia não participavam. O presidente disse que os líderes europeus criticam a presença de produtos chineses, alegando competição desigual. Para o presidente, os chineses avançaram ao encontrar oportunidades não ocupadas pelas economias ocidentais.
O mandatário brasileiro declarou que não tem queixas contra a China, citando que a balança comercial registra US$ 165 bilhões, com superávit para o Brasil. Ele também defendeu que os países ricos devem ampliar investimentos em regiões mais pobres para impulsionar o crescimento global.
Sobre o G7, Lula comentou que as reuniões discutem desequilíbrios da ordem econômica e política internacional. O Brasil endossou três das oito declarações do grupo, incluindo cooperação contra o narcotráfico e segurança digital para menores de idade.

