O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, em Genebra, que discorda do posicionamento da União Europeia sobre a China, discutido na Cúpula do G7. Lula declarou que o Brasil não deseja entrar na disputa comercial e considera o país asiático um parceiro privilegiado.
Lula justificou a posição ao apresentar dados comerciais. Ele informou que a balança comercial com a China alcança US$ 165 bilhões, gerando superávit para o Brasil. Em comparação, a relação com os Estados Unidos registrou US$ 80 bilhões, com déficit de US$ 10 bilhões para o Brasil, segundo o presidente.
O chefe do Executivo também comentou sobre o impacto dos investimentos chineses. Ele explicou que a chegada da BYD na Bahia mobilizou indústrias brasileiras a anunciarem um investimento de até 2030 no valor de R$ 190 bilhões, um movimento que não ocorria há anos.
Em relação a recursos naturais, Lula afirmou ser favorável à participação estrangeira na exploração de terras raras e minerais críticos. Ele condicionou essa participação à manutenção do valor agregado nos países detentores. O presidente também criticou a postura de líderes internacionais, citando que o presidente dos Estados Unidos afirmou que seu país é o mais importante da economia global.


