A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) solicitou autorização ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para ouvir o ex-presidente em um inquérito. A investigação apura a posse de uma pistola registrada em nome do ex-presidente, encontrada com um servidor do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) durante uma blitz no Distrito Federal.
A solicitação foi enviada ao ministro Moraes, responsável pela execução penal do ex-presidente, após a apreensão da pistola Glock de 9 mm na noite de segunda-feira, 15, em Taguatinga. O policial militar responsável pela abordagem relatou que a arma estava com o servidor do GSI, que confirmou que o armamento pertencia ao ex-presidente e foi entregue para verificação de falha mecânica.
A PCDF instaurou inquérito para apurar as circunstâncias da posse e circulação da arma. O ministro Moraes concedeu 24 horas para a defesa explicar por que o armamento estava fora da residência do ex-presidente, que cumpre prisão domiciliar humanitária.
A defesa do ex-presidente afirmou ao STF que ele não está proibido de manter arma em sua residência durante o período de prisão domiciliar. Os advogados confirmaram que a pistola possui Certificado de Registro de Arma de Fogo (Craf) e que a entrega da arma visou apenas a manutenção.
A PCDF requer autorização para ouvir o ex-presidente por videochamada no dia 24 de junho, às 15h.

