O governo ameaça judicializar diversas medidas aprovadas no Senado, classificadas como bombas fiscais, incluindo um plano de alívio de dívidas do agronegócio. A articulação busca frear projetos custosos, pois o Executivo prioriza ganhos eleitorais em detrimento do mérito das pautas.
As pautas aprovadas pelo Senado geram custos bilionários ao Tesouro Nacional. O governo considera que o plano de alívio de dívidas do setor do agronegócio é distinto de projetos que estabelecem pisos salariais para categorias profissionais. Segundo o governo, a intenção de não aprovar um programa de renegociação para o setor se deve a razões políticas.
A estratégia do Palácio do Planalto envolve buscar apoio no Supremo Tribunal Federal (STF) para barrar gastos que não consegue aprovar no Congresso. Essa movimentação ocorre após o ministro Gilmar Mendes publicar um texto sinalizando o caminho legal para conter despesas criadas pelo Legislativo.
O embate também envolve a aprovação de redução de jornada e fim da escala de trabalho 6×1, que já passou pela Câmara. A análise aponta que o debate foca unicamente no ganho eleitoral, e não no mérito das questões em pauta.

