O candidato Roberto Sánchez, de Juntos por el Perú, ultrapassou a adversária Keiko Fujimori, de Fuerza Popular, na apuração do segundo turno presidencial peruano na segunda-feira, dia 8 de junho de 2026. Até as 10h55 (horário de Brasília), 95,84% das urnas haviam sido contadas, e Sánchez abria vantagem de 23.282 votos.
A disputa mostrou-se extremamente acirrada. Por volta das 15h da mesma segunda-feira, a diferença entre os candidatos caiu para apenas 330 votos. Com o avanço da contagem e a inclusão de novas atas, o candidato de esquerda assumiu a liderança. A apuração dentro do território peruano atingiu quase 98% dos registros, enquanto os votos do exterior seguem mais lentos, com 25% das urnas abertas.
Matematicamente, ainda existe possibilidade de mudança no resultado. No entanto, Sánchez enfrenta pendências judiciais no Peru. A Justiça determinou, em 5 de junho de 2026, que ele será julgado por omitir informações sobre o financiamento de seu partido em eventos realizados entre 2018 e 2020. A decisão não impede sua participação na eleição.
Os planos de governo dos candidatos contrastam. Sánchez propõe a redução de taxas de pobreza e descentralização econômica, contando com o apoio do ex-presidente Pedro Castillo. Keiko Fujimori, por sua vez, defende o impulso à iniciativa privada, além de propor reformas previdenciária e tributária no país.

