O Senado dos Estados Unidos bloqueou, nesta sexta-feira (5), a renovação da legislação que concede poderes aos serviços de inteligência para monitorar cidadãos no exterior. A oposição democrata conseguiu apoio de republicanos para dificultar a aprovação da lei, que expira em 12 de junho.
A Seção 702 da Lei de Vigilância de Inteligência Estrangeira (FISA) permite que agências americanas coletem comunicações de alvos estrangeiros fora do país, mesmo quando estes se comunicam com pessoas nos Estados Unidos. Funcionários do governo descrevem a ferramenta como vital contra terrorismo e espionagem. Contudo, grupos de liberdades civis e parlamentares alegam que ela permite acesso a comunicações de cidadãos americanos sem ordem judicial.
As negociações no Comitê de Inteligência do Senado, que buscavam estender a Seção 702 por três anos, voltaram à estaca zero. O democrata Mark Warner, líder opositor no comitê, afirmou que “Entregar a ele as chaves das 18 agências de inteligência (…) seria um desastre”.
Os poderes de espionagem têm sido criticados por setores de esquerda e direita. O FBI utilizou esses poderes para monitorar membros da campanha presidencial em 2016. Apesar da hostilidade passada do presidente em relação ao programa, ele afirmou recentemente que ele é necessário em conflitos como a guerra no Irã.


