A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) manteve as prisões preventivas de um homem e seu primo, ligados ao controlador do Banco Master, em decisão que expôs tensões no Caso Master. A decisão, proferida por maioria de três votos a um, sinaliza que a disputa investigativa segue ativa.
A sessão da Corte, que contou com o relator ministro André Mendonça, também evidenciou divergências entre os ministros sobre a condução da Operação Compliance Zero. Segundo o relator, a manutenção das medidas cautelares é necessária para evitar interferências no processo investigativo. Ele afirmou que a prisão do homem não se deu pelo vínculo familiar com o controlador do Banco Master, mas por supostas condutas próprias.
A principal discordância veio do ministro Gilmar Mendes. Em seu voto, ele questionou a necessidade da prisão, sugerindo que a medida poderia ser usada para pressionar um acordo de colaboração premiada. O ministro também mencionou que outros investigados ligados à gestão do banco já obtiveram liberdade.
A Polícia Federal informou que o homem preso teria participado de ações para monitorar adversários e intimidar testemunhas. O ministro Kassio Nunes Marques votou pela manutenção das prisões, integrando a maioria favorável. A Corte avalia que o julgamento reflete o momento atual do Caso Master, com posições mais claras e perspectiva de novos embates.


