Administradores da Free Software Foundation enfrentaram um ataque de botnet que controlava cerca de cinco milhões de IPs, o qual durou seis meses em 2025. A organização identificou padrões anormais nos raspadores de dados e desenvolveu métodos para bloquear o tráfego malicioso.
A organização combate web crawlers há quase dois anos, incluindo aqueles que coletam dados para modelos de inteligência artificial. Os administradores de sistemas classificaram os ataques como negação de serviço distribuído. A estratégia inicial envolveu a criação de expressões regulares baseadas em padrões anormais detectados nos raspadores.
A análise dos endereços IP revelou que alguns raspadores utilizavam botnets de IPs residenciais para acelerar a coleta e evitar detecção. Suspeitou-se que o tráfego vinha da botnet “Vo1d”, composta por televisores inteligentes com aplicativos comprometidos. A implementação inicial de regras no firewall UFW atingiu o limite, mostrando degradação com cerca de 65.000 regras.
Para escalar a defesa, a equipe configurou o fail2ban para usar conjuntos de IP (ipset), permitindo gerenciar até cinco milhões de regras sem instabilidade. Posteriormente, foi desenvolvido o projeto “reaction”, que permite reiniciar o serviço quase instantaneamente ao exportar e restaurar esses conjuntos de IP. A configuração foi publicada para benefício da comunidade.

