A ameaça de sobretaxa de 25% imposta pelo presidente dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros transformou-se em disputa política no ano eleitoral. O presidente Lula tenta reverter a medida pelas vias diplomáticas, enquanto o pré-candidato Flávio Bolsonaro viajou aos EUA para tratar do tema com autoridades do Escritório de Representação do Comércio americano (USTR).
Flávio Bolsonaro propôs que a decisão americana sobre o tarifaço fosse adiada para após as eleições de outubro. Ele afirmou em audiência que “em apenas 90 dias, o cenário político do país poderá ser completamente diferente”, argumentando que impor a tarifa agora seria “o pior momento possível para agir”.
Em reação, membros do governo acusaram o grupo político de atuar contra os interesses do Brasil. O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (Mdic), Márcio Elias Rosa, declarou que as negociações não comportam discussões de natureza política ou eleitoral, focando apenas no interesse nacional e na relação comercial entre os países.
A medida foi conduzida pelo USTR com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974. A investigação comercial foi iniciada em 15 de julho de 2025 e concluiu em junho, propondo a aplicação das tarifas de 25% sobre mercadorias brasileiras, com exceções listadas.


