O senador Flávio Bolsonaro participou de audiência pública em Washington sobre a possível imposição de tarifas pelos Estados Unidos ao Brasil na terça-feira (7). A presença do político gerou reação negativa entre representantes do setor produtivo brasileiro e intensificou o embate político com o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Durante a audiência, Flávio Bolsonaro afirmou que as tarifas americanas fortalecem o governo Lula, ao invés de pressioná-lo, e associou o governo petista à corrupção, citando o caso Master. Ele declarou que o cenário político brasileiro “pode ser completamente diferente em até três meses, com novos negociadores do lado brasileiro”.
Questionado sobre como o Brasil poderia atender às demandas comerciais de Washington sem tarifas, o senador sugeriu que os americanos suspendam qualquer aplicação tarifária até a definição do governo em janeiro de 2027. Após o evento, Flávio foi categórico ao afirmar que não pedia cancelamento das tarifas, mas sim que “Não quero tarifas brasileiras. Só quem quer tarifas é o Lula”.
Representantes do setor produtivo manifestaram insatisfação com a postura do senador. Segundo um diretor de Jornalismo, a recepção foi amplamente negativa, pois o discurso de Flávio desviou da linha argumentativa esperada, focando em política interna e corrupção, em vez de soluções comerciais.

