Ronaldo Caiado, pré-candidato ao Planalto, criticou a diplomacia do governo Lula e o que considerou um “escândalo” de Javier Milei durante evento no fim de semana. Caiado afirmou que “não se governa na esculhambação” e defendeu que o Brasil precisa negociar acordos internacionais com mais força.
Em sabatina, Caiado declarou que, se eleito, pretende “resgatar a liturgia” da Presidência, criticando a ridicularização de conversas. Ele mencionou que Milei fez um “escândalo” ao ofender um ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, por não autorizar sua visita ao ex-presidente Jair Bolsonaro. O episódio ocorreu em meio a tensões diplomáticas, agravadas por uma tentativa americana de questionar a integridade do pleito brasileiro, fato que o Itamaraty negou.
O ex-governador também abordou a relação econômica internacional, citando o tarifaço dos Estados Unidos, que pode atingir 37,5% em certos setores. Caiado disse que o Brasil é a parte “mais fraca” e que o país precisa negociar, em vez de apenas exportar commodities. Ele afirmou que a chancelaria brasileira perdeu o respeito em órgãos mundiais.
Além disso, Caiado criticou a “desordem institucional” entre os Poderes, alegando que a Presidência cede prerrogativas a ameaças de Comissão Parlamentar de Inquérito. O pré-candidato também prometeu aprovar emenda constitucional para expropriar patrimônio de homens que cometerem feminicídio, visando o apoio do eleitorado feminino.


