A campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) é percebida como estando em “modo cercadinho”, uma estratégia que restringe o diálogo político e gera insatisfação interna. A disputa com Michelle Bolsonaro também se tornou pública, desgastando a imagem de unidade familiar do grupo.
A avaliação, que ganha força no bolsonarismo, traduz a percepção de uma campanha cada vez mais radical e restrita ao núcleo mais fiel. Essa postura dificulta a ampliação de pontes políticas e o diálogo com novos segmentos do eleitorado. O problema se soma a uma crise em duas frentes.
Na frente externa, a disputa entre Michelle e Flávio Bolsonaro deixou de ser um assunto de bastidor. Michelle busca protagonismo e explicita divergências, atingindo o eleitorado feminino e o segmento evangélico, além de desgastar a narrativa de unidade familiar do grupo político.
Internamente, cresce a insatisfação com a falta de comando da campanha. Integrantes do partido afirmam que decisões estratégicas são tomadas pelo comitê dos Estados Unidos. Lideranças no Brasil cobram que o senador enquadre ou desautorize a atuação do chamado “gabinete do ódio” instalado no exterior.

