A China impôs uma proibição temporária imediata às exportações de hélio para proteger o abastecimento interno do material essencial para a fabricação de semicondutores. A medida, anunciada pelo Ministério do Comércio e pela Administração Geral das Alfândegas em 10 de julho de 2026, visa mitigar a escassez global causada por conflitos e restrições de fornecimento.
A restrição busca resguardar os setores de manufatura de alta tecnologia e médico do país. O fornecimento global de hélio sofreu impacto severo este ano devido à guerra no Oriente Médio, que levou a ataques a instalações da QatarEnergy. A empresa interrompeu a produção em março, fechando três fábricas na maior base de produção mundial, o que reduziu a oferta global em cerca de 30%.
A situação se agravou com os controles temporários de exportação impostos pela Rússia em abril, que devem durar até o final de 2027. Esses controles reduziram as cotas russas para a Ásia a 40% dos níveis de 2025. O Qatar e a Rússia respondem por quase metade da produção mundial, e a China depende desses dois países para mais de 99% de suas importações, segundo a empresa de informações do setor, Oilchem.
A alta na demanda e na escassez elevou os preços. No 2º trimestre de 2026, o preço médio do hélio importado na China atingiu 291 yuans (US$ 42,8) por metro cúbico, um aumento de 180% em relação ao ano anterior. O gás, não renovável, é vital na fabricação de chips, sendo usado como gás de arraste e para detecção de vazamentos, conforme afirmou Feng Jinfeng, vice-secretário-geral da Associação da Indústria de Circuitos Integrados de Xangai.


