O comércio de Goiás emprega 339.008 trabalhadores com carteira assinada, representando 21% dos postos formais do estado. Contudo, o setor enfrenta um paradoxo: apesar da força de geração de renda, as empresas relatam grande dificuldade em encontrar profissionais para preencher as vagas.
Segundo levantamento da Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas de Goiás (FCDL-GO), o segmento se mantém entre os dez estados brasileiros com maior empregabilidade no comércio. No entanto, o ritmo de crescimento das contratações diminuiu, passando de 4,05% entre maio de 2023 e maio de 2024 para 1,42% no período de maio de 2025 a maio de 2026.
Christian Pereira, vice-presidente da FCDL-GO, explicou que o mercado de trabalho mudou. Ele afirmou que “Hoje são as empresas que disputam os bons profissionais”, e que o maior desafio não é a falta de vagas, mas sim a dificuldade de preenchê-las, com processos seletivos abertos por meses.
A escassez de mão de obra, segundo a entidade, resulta das novas alternativas de renda. Muitos trabalhadores migraram para aplicativos de transporte ou abriram Microempreendedor Individual (MEI), buscando maior flexibilidade. Pereira defendeu políticas de transição que facilitem o retorno ao emprego formal sem perda imediata de benefícios sociais.
As contratações mais difíceis concentram-se em funções operacionais e de atendimento, como vendedores, estoquistas e motoristas. A FCDL-GO concluiu que vagas abertas impactam a economia, pois a empresa vende menos e sobrecarrega os funcionários.

