O dólar recuou 0,28% na sexta-feira (10) e fechou a R$ 5,10, marcando o terceiro dia consecutivo de queda. O real foi favorecido pelo avanço de moedas emergentes e pela desaceleração da inflação brasileira, conforme dados do IBGE.
A moeda americana atingiu a mínima de R$ 5,0990 no início da tarde. Na semana, a divisa acumulou queda de 1,17%. A desaceleração do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) foi notada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que registrou 0,16% em junho, contra 0,58% em maio. A economista-chefe da Buysidebrazil, Andrea Damico, afirmou em relatório que o resultado “mostrou uma composição qualitativamente mais favorável, com diminuição da inflação subjacente, o que reforça nossa expectativa de mais um corte da Selic”.
Operadores avaliam que a possibilidade de novos cortes na taxa Selic pode reduzir a atratividade do *carry trade*. Contudo, analistas do Société Générale, Dev Ashish e Brendan McKenna, mantêm visão positiva sobre o real, mas alertam para riscos fiscais. Os economistas declararam que as incertezas políticas podem levar a uma depreciação, com o câmbio subindo para R$ 5,25 nos próximos meses.
No cenário internacional, o contrato do Brent recuou 0,38%, cotado a US$ 76,01 o barril. O estrategista de câmbio Francesco Pesole, do ING, comentou que a moderação dos preços do petróleo contribuiu para a melhora do ambiente internacional, mantendo o foco nos diferenciais de taxas de juros.

