O dólar encerrou a sessão de segunda-feira (13) em alta de 0,45%, cotado a R$ 5,13, impulsionado pelo aumento da aversão ao risco internacional. O principal índice da B3, Ibovespa, fechou em queda de 1,20%, aos 175.739 pontos, em meio à intensificação das tensões entre Estados Unidos e Irã.
O fator determinante para a volatilidade dos mercados foi a escalada do conflito entre os dois países. Após novos ataques, o Irã fechou o Estreito de Ormuz, corredor marítimo por onde transita cerca de 20% do comércio mundial de petróleo. A decisão gerou forte alta nas cotações da commodity. Por volta das 15h50, o barril de petróleo Brent, referência internacional, avançava 9,25%, negociado a US$ 83,04.
Além do cenário geopolítico, os investidores acompanharam as negociações comerciais entre Brasil e Estados Unidos. O prazo para a Casa Branca decidir sobre a aplicação de tarifas de 25% e 12,5% sobre produtos brasileiros termina na quarta-feira (15). A equipe do presidente Luiz Inácio Lula da Silva trabalha com a expectativa de que as tarifas entrem em vigor, após o representante de Comércio dos Estados Unidos, Jamieson Greer, afirmar que os países ainda estão distantes de um acordo.
Em resposta aos ataques americanos, o Irã bombardeou bases militares dos Estados Unidos no Bahrein, Kuwait, Omã e Jordânia. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baqaei, declarou que o país não cumprirá compromissos de paz se Washington deixar de cumprir suas obrigações.

