O dólar à vista fechou em alta na terça-feira (28), atingindo R$ 5,1223. O movimento ocorreu mesmo com o enfraquecimento da moeda americana no exterior, devido à queda do petróleo e ao IPCA-15 de julho abaixo do esperado, o que reforça as apostas em novos cortes da Selic.
A alta do dólar foi influenciada pela redução nos preços do petróleo. Como o Brasil é exportador da commodity, a queda nos valores tende a diminuir a entrada de recursos provenientes de vendas externas, enfraquecendo os termos de troca do país. Essa dinâmica se repetiu em pregões anteriores.
O mercado também reagiu ao IPCA-15 de julho, que avançou 0,06%, ficando abaixo da projeção de 0,21%. Essa inflação mais fraca amplia a expectativa de que o Comitê de Política Monetária dará continuidade ao ciclo de redução da Selic. Juros menores podem reduzir a atratividade dos ativos locais para investidores estrangeiros.
No cenário internacional, a moeda americana perdeu força. O índice DXY recuava 0,14%, aos 101,389 pontos. A queda do petróleo reduziu preocupações inflacionárias nos Estados Unidos, enfraquecendo a expectativa de uma postura mais rígida do banco central americano.


