Os Estados Unidos decidiram não impor tarifas imediatas sobre aeronaves comerciais, motores e peças após conclusão de investigação. O presidente Donald Trump determinou que o Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) e o Departamento de Comércio iniciem negociações com parceiros comerciais.
A decisão foi tomada após um relatório do secretário de Comércio, Howard Lutnick, que concluiu que as importações de aeronaves, motores e peças representam uma ameaça à segurança nacional dos EUA. A investigação, iniciada em maio de 2025 sob a Seção 232 da Lei de Comércio de 1974, avaliou o impacto de subsídios estrangeiros e práticas comerciais predatórias.
Apesar do adiamento, a possibilidade de tarifas futuras permanece. Segundo nota da Casa Branca, Trump poderá adotar outras medidas se os acordos não forem firmados em 180 dias ou se forem considerados ineficazes.
A fabricante brasileira Embraer foi inicialmente afetada pelas tarifas, mas Washington suspendeu temporariamente as cobranças em julho de 2025. Além do setor aeronáutico, os EUA abriram apurações sobre cerca de uma dúzia de outros setores, como aço e semicondutores.

