Os Estados Unidos isentaram mais de 1,6 mil itens brasileiros da nova sobretaxa de 25% na alfândega, protegendo exportações cruciais como carne bovina, café e aviões civis. A decisão, formalizada pelo Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR), ocorreu após a imposição de punição comercial contra o Brasil.
Os técnicos de Washington estabeleceram critérios para salvar as mercadorias brasileiras da barreira alfandegária, admitindo que o governo norte-americano não possui fornecedores alternativos no mercado global para suprir o consumo de café e suco de laranja. Setores do agronegócio dos EUA pressionaram pela punição desses alimentos, mas a Casa Branca rejeitou os pedidos para evitar aumento de preços nos supermercados americanos.
O alívio fiscal também alcançou a indústria de base. Petróleo bruto, gás natural e minérios como ferro, manganês e nióbio continuarão entrando nos portos americanos sem taxas extras, pois a taxação desses insumos poderia paralisar fábricas e gerar crise econômica interna. Fabricantes brasileiros de aviões civis e peças de reposição também ficaram isentos do imposto.
A Casa Branca justificou a abertura da investigação comercial apontando seis falhas na conduta de Brasília, incluindo medidas desleais no comércio digital e facilitação do desmatamento ilegal. A tarifa de 25% entrará em vigor em 22 de julho e afetará apenas as mercadorias que não constam na lista de proteção.

