O Federal Reserve (Fed) manteve os juros nos Estados Unidos no intervalo entre 3,5% e 3,75%, mas a divergência de votos entre os membros gerou apreensão no mercado. Três dos doze votaram pela alta de juros, indicando preocupação com a inflação persistente e a atividade econômica.
A decisão de manter os juros em pausa gerou tensão no mercado financeiro, pois a dissidência sinaliza a possibilidade de um aperto monetário futuro, caso a inflação norte-americana não caia e os dados de trabalho não mostrem queda na atividade. A divergência foi liderada pelos presidentes regionais de Cleveland, Minneapolis e Dallas, que defendem uma política mais restritiva.
Economistas apontam que fatores como o aumento de energia devido ao conflito com o Irã e tarifas comerciais pressionam a demanda. Um analista afirmou que a divergência é a primeira desde 2016, mostrando a crescente discordância no comitê sobre a dinâmica inflacionária.
O risco principal reside no petróleo, com o barril Brent operando perto de US$ 90. Com a incerteza geopolítica, o preço pode subir para US$ 100, o que pode impedir a queda da inflação. Analistas indicam que a reunião de setembro será crucial para definir o rumo da política monetária.


