Um gestor de fortunas afirmou que o Google é o melhor negócio mundial, investindo na empresa quando ela estava cotada a cerca de 15 vezes os lucros. A análise, feita por Christopher Begg, destaca que a companhia superou dois riscos temporários: a concorrência da IA generativa e a pressão antitruste.
Begg, cofundador e CEO da East Coast Asset Management, utiliza um modelo de análise que avalia empresas com base em três pilares: um fosso competitivo amplo, ventos favoráveis de longo prazo e alocação inteligente de capital. Segundo o gestor, o Google atendeu a todos os critérios ao ser negociado a uma avaliação de 15 vezes os lucros, um momento de compressão causado por incertezas que se dissiparam.
Os resultados do segundo trimestre de 2026 confirmaram a solidez da companhia. A Alphabet reportou lucro por ação (EPS) de US$ 9,11, superando a expectativa de US$ 3,04, e receita de US$ 119,80 bilhões, representando um crescimento de 24,23% em relação ao ano anterior. O Google Cloud cresceu 82% no período, enquanto a divisão de Busca e Outros alcançou US$ 63,27 bilhões, com a IA Overviews auxiliando no aumento de consultas.
Apesar do crescimento, a empresa investiu cerca de US$ 70 bilhões em capital e dívida no segundo trimestre para expandir a infraestrutura de IA, elevando os gastos de capital (CapEx) para US$ 44,92 bilhões. O gestor apontou que o próximo desafio é se esse investimento em infraestrutura de IA gerará o retorno sobre o capital investido (ROIC) esperado.


