Integrantes do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva avaliam que a negociação de uma possível tarifa de 25% imposta pelos Estados Unidos só ocorrerá após as eleições de outubro. A análise considera que o governo americano pode postergar a urgência da medida, focando no resultado eleitoral.
O governo brasileiro entende que os EUA podem reacomodar o senso de urgência sobre a implementação da tarifa após o anúncio das sanções. Embora o Palácio do Planalto não possa antecipar a reação do governo de Donald Trump, auxiliares trabalham com um panorama onde os EUA aguardarão o escolhido nas urnas para definir os parâmetros da negociação.
A visão do governo Lula é que, com um candidato específico, o governo americano teria mais facilidade para obter concessões do Brasil. Em caso de vitória petista, a gestão manteria o modelo comercial atual, evitando cedências em troca de alívio tarifário e preservando o discurso multilateralista.
O governo brasileiro já sinalizou que não abrirá mão de concessões sobre o sistema Pix, apontado pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) como vantagem competitiva, nem aceitará a eliminação do imposto de importação do etanol americano. A decisão do USTR, que pode ocorrer nesta quarta-feira, definirá a resposta do Palácio do Planalto.

