O governo brasileiro tenta marcar uma reunião com representantes dos Estados Unidos antes que o presidente Donald Trump decida sobre a aplicação de novas sanções contra o país. A decisão, baseada em investigação sob a Seção 301, deve ocorrer até quarta-feira, 15 de julho de 2026.
Integrantes do governo brasileiro buscam alinhar a agenda com Jamieson Greer, chefe do Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR), em um grupo de trabalho focado em tarifas. A expectativa é que o USTR antecipe o veredito antes do anúncio oficial. Na semana anterior, Greer declarou que as negociações sobre as novas tarifas às exportações estavam distantes de um acordo.
O Planalto projetou dois cenários para os últimos dias de negociação. O mais provável é a aplicação das tarifas, mantendo o posicionamento de que as sanções não são justificáveis. O menos provável é o adiamento, que poderia ocorrer se os EUA sinalizarem progresso nas negociações ou se for usada justificativa política.
As propostas de taxação do USTR, apresentadas em junho de 2026, incluem 25% por práticas desleais de comércio, resultado de investigação aberta em 15 de julho de 2025, e 12,5% por falta de restrição à importação de produtos feitos com trabalho forçado.


