A prévia do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) registrou alta de 0,06% em julho, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O indicador reflete o comportamento dos preços antes do fechamento oficial do mês, sendo influenciado positivamente por habitação e saúde, e negativamente pela queda nos preços de alimentos.
O resultado de julho mostra que cinco dos nove grupos pesquisados pelo IBGE tiveram aumento de preços, enquanto quatro registraram retração. No acumulado de 2026, entre janeiro e julho, o IPCA-15 soma 3,51%. Nos últimos doze meses, a inflação atingiu 4,52%, permanecendo próxima ao limite superior da meta estabelecida para o ano.
O setor de habitação foi o principal fator de alta, com crescimento de 0,97%, o que corresponde a 0,15 ponto percentual do IPCA-15. Esse avanço foi impulsionado pela energia elétrica residencial, que subiu 3,03% devido à adoção da bandeira tarifária amarela, que adiciona R$ 1,885 a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos. O grupo de saúde e cuidados pessoais também contribuiu com alta de 0,28%.
Em contrapartida, o grupo de alimentação e bebidas reduziu a pressão inflacionária, apresentando recuo de 0,66%. A queda de 1,14% nos preços da alimentação no domicílio foi o principal motivo para a retração. Apesar disso, o mercado financeiro projeta que o IPCA encerre 2026 com alta de 5,12%, acima do teto de 4,5% definido pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).


