O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) registrou alta de 0,16% em junho, um valor abaixo das projeções de mercado, que apontavam para 0,36%. O dado, divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira (10), mostra que alimentos e combustíveis aliviaram o custo de vida.
A composição do índice apresentou qualidade, segundo o analista de Economia, Gabriel Monteiro. Ele apontou a desaceleração nos setores de serviços, combustíveis e habitação, além da primeira deflação no grupo de alimentação desde novembro do ano anterior. Entre os itens com queda, o café moído recuou 3,72%, e o etanol diminuiu 3,09%, reflexo da safra de cana-de-açúcar.
As frutas (-1,58%) e as carnes (-0,64%) também registraram queda, revertendo três meses de inflação acima de 1% no grupo de alimentos. Contudo, a energia residencial subiu 1,5%, com distribuidoras solicitando reajustes de 10% a 15% autorizados pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL).
Apesar do resultado positivo, a inflação acumulada em 12 meses está em 4,64%, acima da meta de 4,5%. Monteiro comentou que o bom desempenho de junho convence o mercado de um possível corte de juros para 14% na reunião de agosto do Banco Central. No entanto, incertezas do Oriente Médio e previsão de “super El Niño” permanecem como riscos.


