O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta quarta-feira, 28 de julho de 2026, que o Brasil não pretende entrar em confronto com China ou Estados Unidos. A declaração, feita em Niterói (RJ), ocorreu durante discussão sobre a disputa global por tecnologia, onde o presidente reconheceu a desvantagem militar e científica do país.
Lula declarou que não possui a capacidade militar ou tecnológica das grandes potências. O presidente disse que o Brasil não tem os aviões, tanques, bombas ou o conhecimento científico que os rivais possuem. Ele comentou a disputa por terras raras e inteligência artificial, afirmando que o caminho brasileiro é focado em “estudar mais”, “investir mais” e “pesquisar mais” do que os concorrentes.
O chefe do Executivo também defendeu que o país desenvolva um modelo próprio de inteligência artificial, que reflita a realidade brasileira, e não apenas a disputa entre norte-americanos e chineses. Além disso, Lula enfatizou a necessidade de um plano de defesa nacional para proteger recursos estratégicos, como minerais críticos e o pré-sal, pois “se a gente não tiver defesa, a gente não toma conta”.
A fala ocorreu em um momento de tensão diplomática. O presidente conversou com o líder chinês por mais de uma hora no domingo, 26 de julho de 2026, após os EUA aplicarem tarifas ao Brasil. Em paralelo, o governo brasileiro avalia as medidas americanas, que têm motivação política e se inserem na disputa eleitoral.


