O MDB anunciou, durante sua convenção nacional realizada nesta segunda-feira (27), que adotará a neutralidade nas eleições presidenciais de 2026, sem lançar um nome próprio ou firmar coligações nacionais. A sigla definiu que os diretórios estaduais decidirão a quem apoiar, priorizando alianças locais para disputas estaduais.
A decisão de não apoiar um candidato nacional se deve à fragmentação do apoio do partido nos estados. O MDB comunicou que é preciso “compreender a realidade e o histórico eleitoral de cada estado” para garantir resultados positivos. O presidente nacional do MDB, Baleia Rossi, disse que a liberação nacional “acaba unindo e pacificando, deixando o partido mais forte para que nos estados tenha um resultado bastante positivo”.
Durante o evento online, foram oficializados candidatos em 24 estados. Em Alagoas, Renan Filho, ex-ministro dos Transportes, disputará o governo. Em São Paulo, Felício Ramuth buscará a reeleição na vice de Tarcísio de Freitas. A sigla também teve participação no pleito anterior com Simone Tebet, que saiu do partido e se filiou ao PSB.
A estratégia de neutralidade reflete o estatuto do MDB, que respeita a força dos diretórios estaduais. O partido afirmou que “quem tem mais votos do eleitor comum tem mais força interna”. Anteriormente, Lula buscou apoio do MDB para sua chapa, mas a pré-campanha petista optou por manter a dupla com Geraldo Alckmin.

