O setor privado e o mercado financeiro consideraram inócua a participação do senador em audiência pública do governo americano, onde ele tentou impedir a imposição de novas tarifas de 25% contra produtos brasileiros. Empresários avaliam que o político deveria apresentar argumentos econômicos, mas seu discurso focou em temas políticos, gerando desapontamento.
Gestores consultados apontaram que a presença do senador poderia ter sido mais útil se ele tivesse trazido dados econômicos para contrapor o tarifaço. Contudo, em um discurso de cerca de cinco minutos, o político citou questões como corrupção no Brasil, além de abordar o Pix e o cartão de crédito, que foram alvos do governo americano.
O senador defendeu o sistema de pagamentos instantâneos, afirmando que o Pix ampliou a inclusão financeira e beneficiou empresas americanas. Sobre as tarifas, ele disse que impor a medida agora seria o pior momento possível, citando que o Brasil terá eleições presidenciais em outubro.
Especialistas do mercado consideraram o efeito da participação neutro ou pequeno. Um economista avaliou que o órgão técnico dos EUA não tomará decisão comercial importante apenas com base no calendário eleitoral brasileiro. Outro analista apontou que o foco político do senador pode gerar material negativo para sua campanha.

