O presidente da Argentina, Javier Milei, considerou válido e lícito que jogadores da seleção exibissem a faixa “As Malvinas são argentinas” após a vitória sobre a Inglaterra, em Atlanta. O gesto, que colocou a Argentina na final da Copa do Mundo, gerou protesto do governo britânico.
Milei defendeu a expressão dos atletas em entrevista a veículos de comunicação, afirmando: “É um sentimento que está dentro de todos os argentinos e é perfeitamente válido e lícito que eles queiram se expressar e o façam”. O gesto ocorreu após a derrota da Inglaterra por 2 a 1, e a Argentina avançou para a final do torneio, marcada para o domingo, dia 19.
Apesar da defesa da liberdade de expressão, o presidente argentino pediu que a ação não fosse interpretada como parte da disputa diplomática entre Argentina e Reino Unido pelo arquipélago do Atlântico Sul. Ele reiterou que “uma partida de futebol é uma partida de futebol”, e mencionou que o técnico Lionel Scaloni e veteranos da guerra de 1982 também fizeram declarações semelhantes.
O governo britânico reagiu à exibição, solicitando à FIFA que investigasse uma possível infração às regras que proíbem mensagens políticas em campo. Um porta-voz do primeiro-ministro britânico criticou a ação, declarando que “a Copa do Mundo pode não ser nossa, mas as ilhas definitivamente são”.

