O ministro Alexandre de Moraes proibiu visitas do presidenciável Flávio Bolsonaro ao pai após nova restrição judicial. A decisão gerou comparações com o período em que o presidente Lula esteve preso, mas especialistas apontam distinções legais entre os dois casos.
Durante a prisão de Lula, o petista utilizou a Superintendência da Polícia Federal em Curitiba como espaço de articulação política. Segundo registros oficiais, o aliado Fernando Haddad esteve na cela de Lula 21 vezes, totalizando 400 horas de conversa. Lula manteve-se candidato até o prazo legal, formalizando a substituição por meio de uma carta escrita na cela.
O professor Thiago Bottino, da FGV Direito Rio, explicou que as prisões possuem natureza jurídica distinta. Ele afirmou que Lula não estava preso com trânsito em julgado e cumprindo pena, o que difere das condições impostas a Flávio Bolsonaro.
Bottino comentou que a comunicação com o mundo exterior é mais restrita quando há condenação final. Ele também disse que Bolsonaro descumpriu medida judicial imposta durante a prisão domiciliar, que proibia manifestações em redes sociais. A divulgação de uma carta por Flávio em vídeo para redes sociais foi considerada violação pela autoridade.

