Uma operação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público paulista, investiga um grupo suspeito de atuar em favor do PCC e participar de tribunais do crime em São Paulo. A ação foca em desmantelar sistemas de lavagem de dinheiro e suborno policial.
A estratégia de repressão ao crime organizado em São Paulo concentra esforços na inteligência financeira para rastrear recursos ilícitos. O Gaeco apura como o dinheiro do crime se espalha pela economia, desarticulando sistemas de lavagem e corrupção policial. Mensagens apreendidas indicam que os suspeitos realizavam a “troca de TED por vivo”, entregando dinheiro em espécie e recebendo transferências bancárias por meio de empresas de fachada.
A investigação identificou o uso de empresas de fachada, como uma companhia de importação e exportação e um e-commerce com faturamento elevado, para dar aparência lícita às operações. Além disso, o material recolhido aponta coronéis da PM paulista, incluindo Luiz Carlos Pereira Martins e José Augusto Coutinho, como suspeitos de manter relação próxima com operadores do esquema.
A atuação do Gaeco visa causar prejuízos às facções ao mirar as estruturas financeiras e o suborno, e não apenas os criminosos no varejo. A repressão exige a investigação de irregularidades policiais e o desmonte dos sistemas financeiros usados para dissimular lucros ilícitos.

