A Polícia Federal investiga uma ex-assessora da Câmara dos Deputados como principal operadora de um esquema de desvio de emendas parlamentares atribuído a um ex-deputado do PL. O Supremo Tribunal Federal determinou o bloqueio de R$ 119,2 milhões em emendas e suspendeu o pagamento de 21 delas sob suspeita.
A investigação aponta que a funcionária viabilizava indicações de recursos em nome do ex-deputado, que não possuía mandato e, portanto, não poderia encaminhar verbas diretamente. Dados obtidos pela PF em celular da funcionária revelaram um “arranjo decisório paralelo” e sem transparência na distribuição dos recursos.
As mensagens indicam que a assessora era acionada por interlocutores do ex-deputado, como um advogado. Em diálogos, foi mencionado que o ex-deputado pretendia destinar R$ 24 milhões para o Turismo, sendo que a funcionária organizou a alocação. Para ocultar o nome do ex-deputado nos documentos oficiais, a lista de solicitantes era alterada para incluir deputados com mandato em exercício.
A defesa do ex-deputado criticou a medida cautelar, alegando que a decisão foi “prematura” em período eleitoral. A funcionária, conhecida como “Tuca”, atuou na Câmara dos Deputados de março de 2021 a meados de 2025, sendo alvo da operação Transparência da PF em dezembro de 2025.

