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Psicóloga cega denuncia capacitismo em hospital de MS

Carla Fernandes
Última atualização: 11 de julho de 2026 07:20
Carla Fernandes
Tempo: 2 min.

Uma psicóloga cega denunciou ter sofrido capacitismo no Hospital Regional de Mato Grosso do Sul (HRMS), em Campo Grande, ao ser impedida de acompanhar sua bisavó, de 78 anos, durante uma internação grave. O episódio ocorreu quando uma funcionária da recepção questionou sua capacidade de ser acompanhante.

A profissional relatou que a bisavó estava internada com problemas cardíacos e renais e apresentava grande sofrimento emocional, temendo ficar sozinha. Segundo o relato, após conversar com a enfermeira-chefe do plantão da tarde, a psicóloga obteve autorização verbal para acompanhar a familiar. Contudo, ao retornar no dia seguinte para regularizar o procedimento, foi impedida de entrar.

Durante o atendimento na recepção, uma funcionária telefonou para a equipe de enfermagem e afirmou: “Ela é deficiente visual 100%, tem que ver, você que sabe, né.” A psicóloga buscou a Ouvidoria e o Serviço Social do hospital, obtendo autorização provisória e, depois, definitiva, após explicar que seu papel era oferecer apoio emocional.

A presença da psicóloga trouxe melhorias no estado emocional da idosa, que voltou a se alimentar e recuperou o ânimo. Mesmo com a liberação, a profissional afirmou que a recepcionista continuou a conferir a autorização e impediu o acompanhamento de seu marido. A bisavó faleceu na semana seguinte aos episódios.

A defesa da psicóloga informou que buscará a responsabilização dos envolvidos e da instituição. Entre as medidas previstas estão o pedido de indenização por danos morais e a apuração da conduta dos servidores, além da implantação de um programa de capacitação para atendimento inclusivo.

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