O real registrou o pior desempenho entre as principais divisas emergentes nesta segunda-feira (27). A queda superior a 6% do petróleo Brent deteriorou os termos de troca para o Brasil, exportador líquido da commodity, enquanto o dólar à vista subiu 0,62%, atingindo R$ 5,1122, o maior nível em duas semanas.
Apesar da diminuição do risco geopolítico após a pausa nas hostilidades entre Estados Unidos e Irã, a baixa do petróleo Brent pressionou o câmbio. O head da mesa de operações do Banco Moneycorp, João Oliveira, afirmou que a alta do dólar não é expressiva e pode ser decorrente de fluxo, citando oscilações anteriores.
O principal foco do mercado permanece na decisão do Federal Reserve (Fed) em dois dias. Matthew Ryan, head de estratégia de mercado global da Ebury, avalia que o Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc) deve manter a opção de elevar os juros em setembro. Oliveira, do Moneycorp, listou a queda do petróleo e o tarifaço dos EUA como fatores de pressão cambial.
A polarização política também contribui para a alta da moeda americana. Segundo o gerente de câmbio da Treviso Corretora, Reginaldo Galhardo, a pauta fiscal do próximo governo gera preocupação. Pesquisas apontam que um candidato, tese mais avesso ao ajuste fiscal, lidera as intenções de voto no primeiro turno.


