O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), suspendeu as visitas do senador Flávio Bolsonaro ao ex-presidente Jair Bolsonaro. A medida foi tomada após o parlamentar obter e divulgar um documento nas redes sociais, o que configurou burla à proibição imposta ao ex-mandatário.
A determinação gerou forte reação entre apoiadores do ex-presidente. O senador Rogério Marinho classificou a decisão como “autoritária, desproporcional e, na prática, tenta tornar o ex-presidente incomunicável”, alegando que se trata de “uma clara interferência no jogo político”.
Em paralelo, apoiadores recuperaram uma carta escrita pelo presidente Lula em 2018, quando ele estava detido na Superintendência da Polícia Federal (PF) em Curitiba. O documento, que anunciava Fernando Haddad como candidato do PT, foi lido em um ato público.
O ministro Moraes justificou a suspensão com base em um vídeo publicado pelo senador no último sábado. No vídeo, Flávio Bolsonaro anunciou a leitura de uma carta do pai, na qual Bolsonaro pedia apoio aos seguidores para a pré-candidatura do filho, apresentando-o como “a melhor opção para livrar o Brasil da corrupção, da violência e do empobrecimento”.


