O Departamento do Tesouro americano classificou o Primeiro Comando da Capital (PCC) como a maior organização criminosa do Hemisfério Ocidental. O comunicado, divulgado na quarta-feira (1º), afirma que a facção expandiu operações globalmente e representa uma ameaça real à segurança nacional dos EUA.
O governo americano declarou que o PCC utiliza o sistema financeiro dos Estados Unidos para lavar dinheiro proveniente do tráfico de drogas. A organização, que nasceu na Casa de Custódia e Tratamento de Taubaté, no Vale do Paraíba, consolidou-se como força do narcotráfico nacional após mudanças estruturais.
A expansão internacional do PCC foi impulsionada por fatores como condenações de lideranças e novas medidas de segurança prisional. Relatos recentes indicam a reconfiguração da facção, com o surgimento de influências na Baixada Santista. Em 2018, uma liderança suspeitou da atuação de um trio e proibiu o uso da estrutura para fins particulares.
O Ministério Público do Estado de São Paulo (MP-SP) mapeou a presença do PCC em 28 países. Na Europa, Portugal concentra o maior número de membros, com 87 criminosos, seguido pela Espanha, com 26. Na América do Sul, o Paraguai registrava 699 integrantes no final de 2023.

