O tráfego no estreito de Ormuz registrou o menor nível em cinco semanas no domingo, dia 12 de julho de 2026. Apenas seis embarcações cruzaram a passagem, quando o volume normal é de cerca de cem navios diariamente. A queda se deve ao aumento das tensões entre Estados Unidos e Irã.
A redução no fluxo marítimo ocorre em meio a crescentes tensões geopolíticas. Ataques realizados por forças norte-americanas contra navios na região elevaram as preocupações com a segurança no estreito, rota crucial para o comércio global de petróleo. Segundo o Centcom, as forças dos EUA atingiram dezenas de alvos no Irã com munições de precisão no domingo.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou no mesmo dia que o estreito permanece aberto ao tráfego comercial. Contudo, o Irã havia declarado o fechamento da passagem horas antes, após uma embarcação navegar por rota não autorizada e ser atingida. Na segunda-feira, dia 13 de julho, a Guarda Revolucionária Islâmica do Irã informou que sua Marinha interceptou duas embarcações no estreito.
Entre os navios que deixaram a passagem no domingo, estavam o petroleiro Humanity, que transportava dois milhões de barris de petróleo iraniano, e o Capetan Andreas, com cerca de quinhentos mil barris de derivados de petróleo do Kuwait. Dados da Kpler indicaram que, entre 10 e 12 de julho, apenas um petroleiro, controlado pela Abu Dhabi National Oil Co, deixou o canal em direção à Índia.

