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Alckmin defende queda rápida de juros e crescimento do PIB

Carla Fernandes
Última atualização: 31 de agosto de 2026 12:25
Carla Fernandes
Tempo: 2 min.

O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, afirmou nesta segunda-feira (31) que o governo precisa combinar o controle de despesas com o crescimento econômico para melhorar a trajetória da dívida pública. Em evento do BTG Pactual, Alckmin defendeu que o Banco Central acelere a redução da taxa básica de juros para destravar a economia.

Para o vice-presidente, o desafio fiscal central do Brasil é aprimorar a relação entre a dívida e o Produto Interno Bruto (PIB). Alckmin argumentou que cortes excessivos de gastos que provoquem recessão e desemprego não resolvem o problema, sendo necessário aumentar o PIB enquanto se segura a despesa.

O político citou os mandatos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva entre 2003 e 2010 como exemplo de melhora desse indicador. Ele admitiu que o cenário atual é mais difícil devido a conflitos geopolíticos, pressões inflacionárias e desaceleração global, mas avaliou que o Brasil tem condições de avançar no controle de gastos e na expansão econômica simultaneamente.

Alckmin apontou vantagens competitivas brasileiras em minerais críticos, energia limpa e segurança alimentar como fatores para atrair investimentos. Sobre a política monetária, declarou que os juros elevados são um obstáculo e que a autoridade monetária deveria ter reduzido a Selic em ritmo mais acelerado.

O vice-presidente explicou que a política de juros não resolve todos os problemas inflacionários, como a alta do petróleo por tensões geopolíticas ou a oscilação de preços de alimentos causada por eventos climáticos. Segundo ele, elevar a taxa de juros não altera a oferta agrícola nem o mercado internacional de energia.

A regulamentação da reforma tributária foi apontada como uma das principais agendas para o próximo mandato. Alckmin afirmou que a simplificação do sistema deve elevar a eficiência da economia, estimular investimentos e ampliar a competitividade das exportações brasileiras.

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