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Augusto Cury defende diálogo com Centrão para governar país

Carla Fernandes
Última atualização: 28 de agosto de 2026 14:00
Carla Fernandes
Tempo: 2 min.

O psiquiatra e candidato à Presidência pelo Avante, Augusto Cury, declarou que abriria diálogo com o Centrão para garantir o equilíbrio do país. Em sabatina realizada nesta sexta-feira (28), o presidenciável afirmou que a atuação do grupo evitou que o Brasil se radicalizasse a ponto de se tornar como a Venezuela.

Cury disse que pretende propor um pacto nacional para governar de forma inteligente e sem partidarismo. Segundo ele, a condição de alguém externo ao sistema permitiria convocar líderes para esse acordo, apesar do que classificou como egos elevados de muitos políticos.

Caso seja eleito, o candidato afirmou que o governo teria apenas oito ministérios. A proposta prevê o fortalecimento de secretarias executivas dentro de cada pasta e a escolha dos “melhores” profissionais, incluindo técnicos e políticos. Ele citou simpatia por nomes como o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, e o presidenciável Ronaldo Caiado, que poderia atuar na segurança.

Sobre Pablo Marçal, Cury informou que, embora exista amizade, nunca considerou incluí-lo na composição do eventual governo. O candidato afirmou ainda que não se vê como uma ameaça para os espectros de direita ou esquerda.

Na área de segurança pública, o psiquiatra prometeu a integração de todas as forças policiais do país. Ele sugeriu a criação de uma nova corporação focada em prevenção, chamada Foco, que utilizaria 5% da força de trabalho dos municípios brasileiros para somar 400 mil profissionais.

Cury defendeu a valorização da Polícia Federal e a implementação de sistemas de reconhecimento facial e material genético. Para ele, a desorganização do Estado é um problema mais grave do que o crime organizado.

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