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Bactéria ‘comedora de carne’ cresce com aquecimento dos oceanos

Carla Fernandes
Última atualização: 15 de agosto de 2026 04:25
Carla Fernandes
Tempo: 2 min.

A bactéria Vibrio vulnificus, que se desenvolve em águas marinhas quentes, representa risco à saúde de banhistas e pessoas que consomem mariscos crus. Nos Estados Unidos, a infecção tem alta taxa de mortalidade, e seu alcance se expande devido ao aumento da temperatura oceânica.

A infecção, que pode provocar a fasciíte necrosante, destrói tecidos como músculos e nervos ao liberar toxinas. Embora a espécie Streptococcus do grupo A seja a causa mais comum dessa condição, o Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC) aponta a Vibrio vulnificus como um fator de risco. Anualmente, nos EUA, há cerca de cento e cinquenta a duzentos casos da infecção, com uma mortalidade de um em cada cinco pessoas infectadas.

A bactéria vive em águas marinhas quentes e salobras, sendo as infecções mais comuns entre maio e outubro, período de maior calor. Contaminação ocorre ao nadar, pescar ou consumir frutos do mar crus. O aquecimento global intensifica o habitat da bactéria, permitindo que ela se espalhe da Costa do Golfo para áreas mais ao norte, como Nova York e Connecticut.

Sintomas iniciais de ferida infectada incluem febre, dor intensa e inchaço no local. O tratamento exige administração de antibióticos intravenosos e, em muitos casos, remoção cirúrgica do tecido danificado. Pesquisadores alertam para o desenvolvimento de resistência bacteriana, dificultando o tratamento.

Para prevenir, o CDC recomenda que indivíduos com cortes recentes evitem águas de risco, mantendo feridas cobertas por curativos impermeáveis. Pessoas com sistema imunológico enfraquecido, como diabéticos, são mais suscetíveis a quadros graves da doença.

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